sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

30-day Book Challenge - Dia 23

Oi, bonitinhos!

O número 23 tá bem enrolado:

Um livro que você quer ler faz tempo, mas ainda não conseguiu

Anna Kariênina - Liev Tolstói


Minha relação com o Tolstói é uma saga: eu começo os livros dele e paro; me apaixono, mas desisto... Nunca consegui chegar ao fim de nenhum romance desse escritor. Por isso, Anna Karienina e Guerra e Paz são dois livros que eu quero muito ler – e ainda não consegui.
O Guerra e Paz eu comecei uma vez, mas o livro que peguei na biblioteca era tão velho que me fazia espirrar a cada cinco páginas, então eu resolvi devolvê-lo (há uns quatro anos) e não retomei a leitura. Já o Anna Kariênina eu comecei a ler esse ano, cheguei na segunda parte e parei. Não tem jeito que eu consiga recomeçar! Toda vez que eu penso em pegá-lo, alguma outra coisa acontece eu começo a assistir Friends e acabo não lendo. Já desisti... quem sabe ano que vem?

Edição que eu quero ler:





















Título: Anna Kariênina
Autor: Liev Tolstói
Editora: Cosac Naify
Ano da primeira publicação: 1875-1877


E vocês, têm alguma saga desse tipo?

Beijoquinhas


30-day Book Challenge - Dia 22

Oi, bonitinhos!

O número 22 é

Um livro que te faz chorar

A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak


"Eu sei que eu tenho um coração. Eu posso senti-lo se quebrar."


Eu sou uma manteiga derretida. Por isso, não é difícil achar um livro que me faça chorar. O último foi o The Fault in our Stars, do John Green, que quase me desidratou. Só que eu escolhi para falar hoje o A Menina que Roubava Livros, do Mark Zuzak, que também me deixou precisando de um isotônico.

"Você está despedaçando o meu coração."

Para quem ainda não leu, esse romance se passa na Alemanha, durante o Terceiro Reich, e a protagonista é uma menina judia que está escondida no porão de uma casa (a história lembra a do diário da Anne Frank), que rouba livros. Quem acaba ficando muito intrigada com esse fato é a Morte, que é quem nos narra a história. A forma do texto é fragmentada: frequentemente a narradora faz pausas para pontuar alguma coisa, ou adianta algo que vai acontecer no futuro. No entanto, isso não impede que a leitura seja fluída e envolvente.

E aí você passa o livro todo assim...

Eu não lembro direto em que parte em eu chorei; várias pessoas morrem afinal, se passa na guerra então é provável que eu tenha chorado várias vezes.  Eu sei que a impressão geral foi muito positiva, e eu estou ansiosa para assistir ao filme que vai sair logo, para poder lembrar melhor da história e chorar tudo de novo.

Isso = eu assistindo o filme.

Edição que eu li:






















Título: A Menina que Roubava Livros
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Ano da primeira publicação: 2005


Vocês choram quando leem? Em qual livro choraram?

Beijos


30-day Book Challenge - Dia 21

Olá, bonitinhos!

Para o número 21 temos que puxar a memória:


O primeiro romance que você lembra ter lido


O Diário de Lúcia Helena - Álvaro Cardoso Gomes

Eu esqueci o nome do primeiro de verdade. Era “O Diário de (alguém que eu não sei o nome)” e tinha metade do livro virada de cabeça para baixo. Se alguém souber o nome desse livro, por favor me conte! (Notem que eu tinha uma coisa por diários)
O Diário de Lúcia Helena, do Álvaro Cardoso Gomes, foi um romance que eu li quando era bem novinha. Ele conta um ano da vida de uma adolescente, Lúcia Helena, que se apaixona por um rapaz de uma classe social diferente da sua. A história começa com um tom bem leve – a LH é meio fútil no início, super preocupada com um baile (de debutante, eu acho) –, mas acaba de um jeito mais sério (ou pelo menos essa é a minha memória). Eu reli esse livro tantas vezes (e emprestei para uma amiga que também fez o mesmo) que a minha cópia, que já era herdada, ficou detonada.
O romance é bem curto, e eu acho que não pode ser visto como infantil – a temática é bastante adolescente, mas eu era louca por essa história. Ficava horas sonhando que eu era a Lúcia Helena e que namorava o gurizinho com quem ela fugia depois (que tinha um nome composto que eu não lembro).
Talvez eu faça uma releitura um dia desses só para ver o que me causava tanta paixão.

Edição que eu li:





















Título: O diário de Lúcia Helena
Autor: Álvaro Cardoso Gomes
Editora: FTD
Ano da primeira publicação: 1992 (não tenho certeza do ano)

Vocês se lembram do primeiro romance que leram? Qual foi?


30-day Book Challenge - Dia 20

Oi, bonitinhos!

Para o número 20:

“Romance” favorito

A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon

A definição do The Free Dictionary para “romance” é: “An artistic work, such as a novel, story, or film, that deals with sexual love, especially in an idealized form.” (Uma obra artística, como romance, conto ou filme, que lide com o amor sexual, especialmente de forma idealizada). É difícil traduzir para o português esse tipo de termo, já que o que usamos aqui serve também para narrativas longas que não têm essas particularidades. De qualquer forma, agora que vocês sabem do que eu estou falando, vou explicar a minha escolha.
Saquem a dica com o mestre Tom Hiddleston

Eu não leio muitos “romances” mais. Quando eu tinha uns quinze anos eu era muito viciada nesse tipo de livro (talvez por causa dos hormônios?), mas depois eu acabei deixando-os de lado. Esses tempos eu resolvi tentar uma dessas leituras de novo, mas eu tive o azar de pegar um livro muito ruim (nem lembro o nome agora). Fiquei com um pouco de medo de reler as coisas que eu costumava gostar e ver que eram, na verdade, péssimas, mas consegui revisitar a série Outlander e... ah, delícia!


Já falei aqui de um livro com essa temática sexual (Cinquenta tons de qualquer coisa) que era horrível, mas a série da Diana Gabaldon é muito boa. Talvez seja justamente por não focar diretamente nesse tema – sexo é uma parte importante do livro, mas não é o assunto focal. O primeiro volume da série, A Viajante do Tempo, tem cenas muito delicadas e de bom gosto, que não são só um arrolamento de partes do corpo que se tocam.
Por falar nisso, queria aproveitar que a gente está falando de “romance” e falar um pouquinho sobre a presença do sexo na literatura. Eu acho que, sem sombra de dúvidas, a descrição do ato sexual não é um elemento indispensável na elaboração de um bom livro. No entanto, eu acredito que seja benéfico que as pessoas leiam textos que apresentem esse tipo de cena. A leitura dá mais oportunidade de se refletir mais sobre certo tema do que um filme, e eu acho que as pessoas precisam pensar mais sobre e explorar mais a sua sexualidade.
Faço, no entanto, uma ressalva: não adianta nada se prender ao que dizem os livros – principalmente quando falamos de “romances”, que idealizam o sexo de maneira desmedida. Ler é bom, incita algumas fantasias e nos faz pensar sobre situações que nós não precisamos necessariamente vivenciar. Não dá para ficar esperando que aquilo que acontece com a Claire e o Jamie vai acontecer com você: estamos na vida real, e se, por um lado, ela é não é tão charmosa quanto a ficção, por outro ela pode ser muito mais espontânea e muito mais gostosa.
Uma última coisa: eu disse que acho importante que as pessoas leiam sobre sexo. Entretanto, é preciso saber que a sexualidade (e a sensualidade) de uma história pode estar muito além do simples ato sexual os vitorianos que o digam. Bons livros fazem com que essa temática surja sem a necessidade da descrição, e a inferência é tão ou mais deliciosa que a abordagem explícita. 


E vocês, tem algum “romance” favorito?

Edição que eu li:























Título: A Viajante do Tempo
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Rocco
Ano da primeira publicação: 1991


beijos 

30-day Book Challenge - Dia 19

Oi, bonitinhos!

O número 19 é:

Livro favorito transformado em filme


Reparação - Ian McEwan


Minha primeira opção era falar de Orgulho e Preconceito, a versão de 2005, só por causa daquela cena da chuva que eu amo – porque o resto não é tão bom. Mas como eu já falei desse livro antes, resolvi falar de outro, que também tem a Keira Knightley no elenco. (nota: a Keira Knightley faz todas as adaptações dos melhores livros, mas eu não gosto dela, o que faz com que eu tenha um grande preconceito com várias versões fílmicas de livros que eu goste).



O filme Desejo e Reparação é uma adaptação do romance do Ian McEwan (a tradução do nome do livro para o português é só Reparação). Todas as pessoas que me falam que assistiram a esse filme (e não conhecem muito de literatura), me perguntam se ele não é da Jane Austen. não é galera, se passa no século XX. Entretanto, apesar de estarem confundindo duas coisas bem diferentes, quem faz essa pergunta não está tão errado assim. Eu não sei se foi de propósito ou não, mas a epígrafe do romance é um trecho de um dos livros da Austen, Northanger Abbey, e achei a maneira como os tradutores conseguiram fazer a relação com a obra da Jane bem esperta.  O filme é muito bom, a atuação da Knightley é surpreendentemente boa, mas para mim a melhor atriz do filme é a menina que faz a narradora Briony Tallis, Saoirse Ronan. O James McAvoy também faz um bom Robbie Turner, e a cena da biblioteca faz a gente se abanar de calor.

O livro Atonement foi publicado em 2001, e conta a história de duas irmãs e um rapaz, e de como a vida é complicada (parabéns para mim pelo pior resumo da História). Aviso de utilidade pública: quem não leu o livro, NÃO VEJA O FILME! Vá ler o romance primeiro, porque a história tem uma surpresa no final, e, se você assiste antes (como eu fiz) a experiência perde um pouco do impacto.
Agora, se você, caro leitor desavisado, já viu o filme, leia o livro do mesmo jeito. A narração é fantástica, as personagens são fora de série e o final nos faz ter vontade de sentar num cantinho e chorar baixinho pela dor de todo o mundo – ou pelo menos foi assim que eu me senti.


Leiam e me contem quando isso acontecer para a gente trocar figurinhas.


Edição que eu li:





















Título: Reparação
Autor: Ian McEwan
Editora: Companhia das Letras
Ano da primeira publicação: 2001

Qual a adaptação favorita de vocês?


Beijos

30-day Book Challenge - Dia 18

Olá, bonitinhos!

Número 18:

Um livro que foi desapontador

O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald



Com a chegada do filme com o DiCaprio, eu resolvi finalmente arregaçar as mangas e me atirar n’O Grande Gatsby. Dei de cabeça no fundo da piscina.

Eu estava esperando uma super emoção, uma história arrebatadora, algo que mexesse comigo e me tirasse o fôlego. Eu queria ser uma dessas pessoas que declara o seu amor pelo Gatsby na intenet mentira. Só que não rolou uma química entre mim e o livro do Fitzgerald. Eu gostei muito mais dos contos dele do que do romance. Apesar de não achar a história nem a escrita ruins, também não vi nada de mais. Tenho a impressão que contos como “The Cut-glass Bowl” ou “The Camel’s Back” tem um efeito muito mais intenso e criam uma imagem muito mais marcante do que a história da Daisy Buchanan.
Quem sabe em uma próxima leitura eu e o Gatsby tenhamos um amor mais forte, hein, old sport?

"Você não pode repetir o passado" "Não posso repetir o passado?"

Edição que eu li:

Título: The Great Gatsby
Autor: F. Scott Fitzgerald
Editora: Callender Press
Ano da primeira publicação: 1925

E vocês, qual livro acharam desapontador?


Beijinhos

30-day Book Challenge - Dia 17

Oi, bonitinhos!

O número 17:


Citação favorita de um livro



História do Cerco de Lisboa - “Porém, não adiantam os avisos, apesar de a experiência nos demonstrar diariamente que cada palavra é um perigoso aprendiz de feiticeiro”.

Essa foi a epígrafe do meu trabalho de conclusão. É a citação que eu mais amo no mundo, e uma das únicas frases que eu sei falar de cor tudo bem, só a parte do ‘cada palavra é um perigoso aprendiz de feiticeiro’ (eu também sei a primeira frase do Orgulho e Preconceito; essas são todas as duas que a minha memória me permite lembrar).



Eu não sei quanto a vocês, mas eu acho lindo pensar que a língua seja capaz de realizar “mágicas”. É fantástico ver a linguagem como uma coisa dinâmica, meio misteriosa, meio lúdica, que pode ser usada tanto para o bem como para o mal. E essa ideia de que cada palavra não sabe bem ainda o que é, uma vez que é aprendiz, é genial.
Saramago rocks. Sem mais.

Edição que eu li:




















Título: História do Cerco de Lisboa
Autor: José Saramago
Editora: Companhia das Letras
Ano da primeira publicação: 1989

Contem-me sobre as suas citações favoritas!

Beijoquinhas